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Um dos feedbacks mais valiosos que recebi na minha carreira foi sobre diplomacia.

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Durante muito tempo, eu acreditava que ser autêntica significava defender minhas convicções até o fim.

Se eu não concordava com uma decisão, eu argumentava.

Se eu acreditava em um caminho diferente, eu insistia.

Na minha visão, ceder poderia significar abrir mão dos meus valores ou da minha autenticidade.


Até que um gestor me trouxe um feedback que mudou minha forma de enxergar a comunicação e os relacionamentos profissionais.

Ele me disse, em outras palavras, que eu não precisava ser tão rígida para ser verdadeira.

Que nem toda divergência precisava se transformar em uma batalha de argumentos.

Que existia uma diferença importante entre ter convicção e ser inflexível.

Lembro que aquilo me fez refletir profundamente.


Com o tempo, percebi que a diplomacia não é o oposto da autenticidade.

Diplomacia não significa concordar com tudo.

Não significa deixar de expressar opiniões.

E muito menos abandonar valores.


Significa entender que nem sempre precisamos vencer uma discussão para alcançar um resultado.

Significa escolher quais temas realmente merecem energia, insistência e posicionamento.

Significa compreender que, em alguns momentos, podemos tornar as situações mais leves, ouvir mais, flexibilizar a forma e preservar relacionamentos sem comprometer nossa essência.


Hoje entendo que maturidade profissional também passa por isso.

Pela capacidade de equilibrar firmeza e flexibilidade.

Convicção e escuta.

Autenticidade e diplomacia.


Curiosamente, foi quando aprendi a fazer esse equilíbrio que minha comunicação se tornou mais influente.

Porque as pessoas passaram a ouvir não apenas o que eu dizia, mas também a forma como eu dizia.

Comunicar-se com autenticidade não é dizer tudo o que pensamos da maneira que pensamos.

É encontrar a melhor forma de expressar quem somos, respeitando o contexto, as pessoas e os objetivos envolvidos.


E você? Qual foi aquele feedback que, anos depois, ainda influencia sua forma de trabalhar e se relacionar?

 
 
 

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